Quando se tem força de vontade a pessoa consegue chegar onde deseja (Foto: Thaís Luz)

Assistente social é exemplo para adolescentes

12/09/2017 - Por Amanda Brito

Melhorar as condições de vida e nunca desistir é o objetivo de muitas pessoas. Com a assistente social Ana Paula Farias, não é diferente. Precisando ajudar com as contas da casa, começou a trabalhar com 14 anos em um viveiro de mudas em Rancharia, sua terra natal, e depois passou a vender pães com sua mãe.

Aos 16 anos foi trabalhar em uma fábrica de botas fazendo o serviço de office boy e, após dois anos, entrou na parte da feirinha em um supermercado da cidade. Mesmo com a vida corrida, o sonho de fazer faculdade ao terminar o colegial nunca acabou. Ela começou um curso pré-vestibular e aulas de informática à noite. “Eu sempre quis estudar, nunca aceitei que eu iria ficar no supermercado”, revela.

Desde essa época, Farias sempre teve o intuito de ajudar o próximo. Com a ajuda do Programa Escola da Família, conseguiu uma bolsa 100% em Serviço Social na Faculdade Toledo em Presidente Prudente. “Eu fiquei fazendo escola da família aos finais de semana um ano e meio em Bastos e o restante em Rancharia”.

Durante esse tempo fazia estágio no Dispensário, um lugar que ajuda famílias carentes, e com isso apareceu uma vaga para trabalhar com o projeto “Educando para Vida”, que era voltado para menor infrator e foi assim que eu fui adquirindo experiência com os adolescentes.

Com o término da faculdade, surgiu uma vaga de assistente social na Aprata e, por já ter experiência com prestação de contas e adolescentes, foi admitida em 2010, completando sete anos na instituição. “Fiz Serviço Social e me apaixonei desde o primeiro momento, eu queria prestar concurso e trabalhar no sistema prisional, depois que eu conheci a área de jovens eu me apaixonei e estou até hoje.”

Ela encontra na entidade sua segunda casa e espera melhorar cada vez mais o local (Foto: Thaís Luz)

Hoje, ela casou e reside em Bastos, mas viaja 80 km por dia para poder trabalhar e exercer o que gosta, tanto que já considera o local a sua casa. “Eu chamo meu armário de guarda-roupa, minha sala de meu quarto. Aqui é uma entidade muito boa, apesar das dificuldades. Em relação a trabalhar é muito tranquilo, não tem uma cobrança, tanto é que fui embora para Bastos e continuei aqui.”

Hobby

O que ganhava no período da faculdade não era suficiente, então surgiu a ideia de fazer doces como bombom e cone. Quando terminou a graduação, as pessoas ainda continuavam pedindo. "Foi quando uma prima minha foi fazer a festa da filha dela e pediu para eu testar. Fiz os doces e assim foi a minha primeira festa e eu nunca mais parei”. Ela está no ramo desde 2012 e já fez vários cursos na área.

 O sonho da assistente não para por aí, mesmo amando a profissão, ela pretende ter um buffet e uma equipe de trabalho para que consiga se dedicar às vendas e divulgações. “Hoje eu não consigo ainda porque a renda não é tão alta, mas é um sonho distante”.

Para não atrapalhar o serviço na entidade, ela se dedica aos doces à noite e conta a ajuda da irmã e do marido. “É cansativo, mas aos poucos eu consigo conciliar uma coisa com a outra”.